Taxas dos DIs caem em dia de decisão do Copom e nova pesquisa eleitoral
As taxas dos DIs apresentaram queda, com a taxa para janeiro de 2028 em 13,78% e para janeiro de 2035 em 14,33%.
A pesquisa Genial/Quaest mostra Luiz Inácio Lula da Silva com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro tem 39%, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve anunciar a decisão sobre a Selic, atualmente em 14,25%, às 18h30.
SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) – As taxas dos DIs operavam em baixa nesta quarta-feira ante os ajustes da véspera, com investidores à espera da decisão sobre a Selic após o fechamento do mercado, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries exibiam sinais mistos.
Internamente, o noticiário político vai ganhando força, após pesquisa Genial/Quaest mostrar diferença menor entre os principais candidatos ao Planalto.
Às 10h23, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,78%, em baixa de 6 pontos-base ante o ajuste de 13,836% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,33%, com queda de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,409%.
Na terça-feira, as taxas curtas e intermediárias fecharam com altas em meio ao temor de novas sanções dos EUA contra o Brasil. Com a sessão regular já encerrada, os EUA se limitaram a revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
Com isso, a curva iniciou a quarta-feira menos pressionada, refletindo ainda a nova pesquisa Genial/Quaest, na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto, mas com uma vantagem menor.
Na projeção de segundo turno, Lula tem 44% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, os percentuais eram de 45% para Lula e 37% para Flávio.
No mercado, parte dos agentes avalia que a reeleição de Lula seria um fator negativo para o equilíbrio fiscal.
Enquanto observam o cenário político, os agentes aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a partir das 18h30.
Na última segunda-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 94,75% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic nesta quarta-feira. Para o encontro seguinte, em setembro, a precificação indica 66% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries oscilavam sem uma direção única nesta manhã, enquanto o petróleo Brent subia para perto dos US$80 o barril. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que seu governo teve “conversas muito boas” com o Irã durante as negociações de terça-feira, alimentando as expectativas de fim do conflito.
Veja como estavam as taxas dos principais contratos de DI às 10h23 desta quarta-feira:
Mês Ticker Taxa Ajuste Variação
JAN/28 13,78 13,836 -0,056
JAN/29 13,965 14,034 -0,069
JAN/30 14,095 14,166 -0,071
JAN/31 14,16 14,239 -0,079
JAN/35 14,33 14,409 -0,079
(Edição de Pedro Fonseca)
Fonte: Portal do Holanda
