Taxas dos DIs sobem em sintonia com Treasuries e após nova pesquisa eleitoral no Brasil

Taxas dos DIs sobem em sintonia com Treasuries e após nova pesquisa eleitoral no Brasil

As taxas dos DIs subiram, com o DI para janeiro de 2028 alcançando 13,535% e o de janeiro de 2035 em 13,97%.

O rendimento do Treasury de dez anos aumentou para 4,992%, enquanto o petróleo Brent avançou 1,20%, cotado a US$100,44 o barril.

A pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 47,7% das intenções de voto, em empate técnico com Flávio Bolsonaro, que tem 47,4%.

SÃO PAULO, 23 Set (Reuters) – As taxas dos DIs operavam em alta nesta manhã de quarta-feira, em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo no exterior, com investidores também reagindo a uma nova pesquisa eleitoral no Brasil.

Às 10h05, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,535%, em alta de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,485% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,97%, com elevação de 1 ponto-base ante 13,962%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 3 pontos-base, a 4,992%. Já o petróleo Brent avançava 1,20%, aos US$100,44 o barril.

A manhã era de maior cautela nos mercados globais até o momento, em meio à expectativa de que o Federal Reserve possa voltar a subir juros no curto prazo em função da guerra no Oriente Médio e seus impactos inflacionários.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, se comunicaram por meio de mediadores à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York — o primeiro contato desse tipo desde que um acordo provisório de cessar-fogo fracassou em julho. Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que precisava decidir se faria um acordo com o Irã ou se “aniquilaria” o país.

No Brasil, a nova pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,7% das intenções de voto no segundo turno na disputa pelo Planalto, contra 47,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois estão em empate técnico.

No entanto, o resultado coloca Lula novamente na liderança numérica, já que no levantamento anterior o petista tinha 46,8% e Flávio somava 47,2%.

Nas últimas semanas, a percepção de fortalecimento da candidatura de Flávio vinha favorecendo o chamado “trade eleitoral”, que se traduz no avanço do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs. Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

Assim, notícias desfavoráveis para Flávio — como o leve fortalecimento de Lula no segundo turno da pesquisa Atlas/Bloomberg — tendem a trazer um viés de alta para o dólar e para as taxas dos DIs.


Fonte: Portal do Holanda

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