Taxas dos DIs sobem na esteira de novas pesquisas eleitorais e alta do petróleo

As taxas dos DIs subiram, com a taxa para janeiro de 2028 alcançando 13,695%, alta de 7 pontos-base em relação ao dia anterior.

Pesquisas eleitorais mostram empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com Lula variando entre 46% e 47% das intenções de voto.

A crise no STF e a expectativa de corte na Selic, atualmente em 14%, influenciam a cautela dos investidores e a elevação das taxas.

SÃO PAULO, 14 Set (Reuters) – As taxas dos DIs operavam em alta nesta segunda-feira, com o cenário político brasileiro novamente no foco em meio a novas pesquisas eleitorais e à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries e o petróleo subiam.

Às 10h08, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,695%, em alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,625% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,3%, com elevação de 12 pontos-base ante 14,179%.

Em função do conflito entre Estados Unidos e Irã, investidores voltaram a buscar ativos mais seguros nesta segunda-feira, como o dólar, enquanto o petróleo Brent voltou a se aproximar dos US$110 o barril, reforçando as preocupações com a inflação nos países.

Esse cenário dava um viés de alta para as taxas dos DIs no Brasil, com a curva também recebendo suporte da disputa presidencial após novas pesquisas mostrarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto.

Na sexta-feira, pesquisa do Datafolha divulgada após o fechamento dos mercados mostrou Lula com 46% e Flávio com 44% em uma simulação de segundo turno. O resultado representa empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada na manhã desta segunda-feira mostrou Lula com 47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio, também em empate técnico em função da margem de 2 pontos percentuais. Neste caso, porém, Lula voltou a ter vantagem numérica, que no levantamento anterior era de Flávio.

Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio — como a da pesquisa BTG/Nexus — têm favorecido a elevação do dólar e das taxas dos DIs em alguns momentos.

A crise no STF é outro fator que gera cautela entre os investidores. No fim de semana o presidente da corte, Edson Fachin, chamou para si a relatoria da petição sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso irá a julgamento no plenário do STF na terça-feira.

Fachin também marcou o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master para o dia 23.


Fonte: Portal do Holanda

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