Taxas dos DIs têm altas leves na contramão do exterior
As taxas dos DIs apresentaram leves altas, com a taxa para janeiro de 2028 em 13,56% e para janeiro de 2035 em 14,04%.
O Copom manteve a Selic em 13,75%, ressaltando a necessidade de uma política monetária restritiva devido à pressão da demanda.
A pesquisa Quaest indica empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, com 42% e 41% das intenções de voto, respectivamente.
SÃO PAULO, 22 Set (Reuters) – As taxas dos DIs sustentavam leves altas nesta manhã de terça-feira, na contramão do exterior, onde o petróleo e os rendimentos dos Treasuries operavam em baixa.
Mais cedo, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata do encontro da semana passada, quando a taxa básica Selic sofreu corte de 25 pontos-base, para 13,75%.
Às 10h35, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,56%, em alta de 3 pontos-base ante o ajuste de 13,528% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,04%, com elevação de 1 ponto-base ante 14,028%.
O Copom defendeu na ata a manutenção do nível restritivo da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, diante da pressão da demanda, ainda que se observe um arrefecimento da atividade econômica, do crédito e da inflação.
“Embora a política monetária esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo”, afirmou o BC no documento.
Para o economista Carlos Lopes, do banco BV, o cenário para o próximo encontro do Copom segue "completamente aberto".
Fonte: Portal do Holanda
