Taxas dos DIs têm baixas leves em meio à queda dos rendimentos dos Treasuries
As taxas dos DIs apresentaram leves quedas, com o DI para janeiro de 2028 em 14,355% e o de janeiro de 2035 em 15,115%.
O PIB dos EUA cresceu 3,4% no terceiro trimestre, superando a expectativa de 3,2%, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego totalizaram 194 mil.
O governo central registrou superávit primário de R$4,839 bilhões em setembro, superando a previsão de R$4,650 bilhões e revertendo o déficit de R$14,379 bilhões do ano anterior.
SÃO PAULO, 29 Out (Reuters) – As taxas dos DIs oscilavam com leves baixas nesta manhã de quinta-feira, enquanto no exterior o petróleo e os rendimentos dos Treasuries cediam após a divulgação de novos dados sobre a economia norte-americana.
Às 10h07, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,355%, em baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 14,405% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,115%, com recuo de 2 pontos-base ante 15,13%.
No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– caía 4 pontos-base, a 5,003%.
Os Estados Unidos divulgaram nesta manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,4% no terceiro trimestre do ano, acima da projeção de 3,2% dos economistas ouvidos pela Reuters, enquanto os gastos do consumidor em setembro avançaram 0,5%.
Já o núcleo do índice de inflação PCE, bastante acompanhado pelo Federal Reserve para a formulação da política monetária, subiu 0,3% em setembro, em linha com o esperado. O PCE cheio avançou 0,5% no mês passado.
Em outra divulgação, os EUA informaram que os pedidos de auxílio-desemprego no país somaram 194 mil na semana passada, ante estimativa de 199 mil.
Na esteira dos números, os rendimentos dos Treasuries perderam força.
Já o petróleo Brent cedia 1%, para US$114,17 o barril — um nível ainda elevado, que mantém as preocupações com o impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio.
Neste cenário, as taxas dos DIs exibiam leves baixas ante os ajustes da véspera, com investidores também atentos aos desdobramentos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência da República, chegou aos EUA após fugir do Brasil.
Investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, Flávio se declarou em carta “legítimo presidente eleito” e, posteriormente, “líder do Brasil”.
Os partidos da base de apoio de Flávio, no entanto, reconheceram a eleição de Lula.
No mercado, um dos receios é de que a presença de Flávio nos EUA eleve os atritos do país com o Brasil, o que poderia afetar a economia e, no limite, o câmbio e os juros.
Os agentes do mercado também aguardavam detalhes sobre a política econômica no novo governo Lula, incluindo a definição do ministro da Fazenda no próximo mandato.
Nesta manhã, o Tesouro Nacional informou que o governo central registrou forte elevação de receitas em setembro e alcançou no mês um superávit primário de R$4,839 bilhões. O resultado foi melhor que o saldo negativo de R$14,379 bilhões observado no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, fosse superavitário em R$4,650 bilhões no mês passado.
(Edição de Isabel Versiani)
Fonte: Portal do Holanda
