Taxas dos DIs voltam a subir ainda sob o impacto da reeleição de Lula
As taxas dos DIs subiram, com a taxa para janeiro de 2028 alcançando 14,435%, influenciada pela reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.
O déficit nominal do setor público consolidado chegou a R$113 bilhões em setembro, totalizando R$1,275 trilhão nos últimos 12 meses, ou 9,51% do PIB.
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre, a menor desde 2012, enquanto o rendimento real do trabalhador permaneceu estável em R$3.790.
SÃO PAULO, 30 Out (Reuters) – As taxas dos DIs voltaram a subir nesta manhã de sexta-feira, ainda na esteira da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e após dados mostrarem que o desemprego no Brasil recuou no terceiro trimestre deste ano, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries cediam.
Às 10h45, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,435%, em alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 14,366% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,3%, com avanço de 7 pontos-base ante 15,234%.
A vitória de Lula no último domingo, que surpreendeu o mercado, seguia influenciando os negócios. Ao mesmo tempo em que aguardam indicações sobre quem ocupará em 2027 as principais pastas, como o Ministério da Fazenda, os investidores esperam por detalhes sobre como será a política fiscal no novo governo.
A necessidade de ajuste nas contas públicas é um tema recorrente no mercado, que vê a questão como fundamental para o controle da inflação e, consequentemente, para a redução sustentável dos juros.
Dados do Banco Central mostraram na quinta-feira que o setor público consolidado registrou em setembro déficit nominal — que já inclui o pagamento dos juros da dívida pública — de R$113,0 bilhões. Em 12 meses até setembro, o déficit nominal está em R$1,275 trilhão, ou 9,51% do Produto Interno Bruto (PIB).
"O problema fiscal é muito grave e precisa ser enfrentado pelo governo sob pena de um grande desarranjo macroeconômico, nosso maior temor", pontuou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório. "Além da dívida do governo, as famílias e as empresas estão muito endividadas", alertou.
Nesta manhã de sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país recuou para 5,2% no terceiro trimestre do ano, a mais baixa para o período desde o início da série histórica, em 2012. O dado veio em linha com as expectativas dos economistas.
Já o rendimento real habitual do trabalhador ficou estável na comparação com o trimestre imediatamente anterior, em R$3.790, com alta de 3,6% na comparação anual.
Fonte: Portal do Holanda
