Taxas têm perdas firmes com mercado ajustando posições antes de leilão do Tesouro

Taxas têm perdas firmes com mercado ajustando posições antes de leilão do Tesouro

As taxas dos DIs registraram perdas firmes, com a taxa para janeiro de 2028 em 14,355%, queda de 47 pontos-base em relação ao dia anterior.

O Tesouro cancelou o leilão regular de Letras Financeiras e anunciou recompra de Notas do Tesouro Nacional para minimizar a pressão sobre as taxas.

O ministro Dario Durigan afirmou que a pressão no mercado reflete uma troca de posições e reafirmou a busca do governo pelo centro da meta fiscal.

SÃO PAULO, 27 Out (Reuters) – Após dispararem mais de 250 pontos-base na véspera, com o mercado reagindo negativamente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as taxas dos DIs iniciaram a terça-feira com perdas firmes, com investidores ajustando posições enquanto aguardam novo leilão do Tesouro de recompra de títulos.

Às 10h35, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,355%, em baixa de 47 pontos-base ante o ajuste de 14,822% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,845%, com recuo de 38 pontos-base ante 15,223%.

A disparada dos prêmios na curva na segunda-feira refletiu tanto um ajuste em relação às baixas vistas após o primeiro turno, quando o senador Flávio Bolsonaro (PL) estava à frente de Lula, quanto as preocupações dos investidores com o futuro da política fiscal.

O Tesouro cancelou logo cedo o leilão regular de venda de Letras Financeiras do Tesouro (LFT), títulos indexados à taxa básica Selic, desta terça-feira. Ao mesmo tempo, anunciou um leilão de recompra de Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), títulos indexados à inflação, para o período das 11h às 11h30.

Ao recomprar títulos, o Tesouro atua para minimizar a pressão de alta sobre as taxas dos títulos e dos contratos de DIs.

Em rápida entrevista a jornalistas no Ministério da Fazenda nesta manhã, o ministro Dario Durigan disse que a forte pressão vista na segunda-feira na bolsa, no câmbio e no mercado de juros futuros representou uma "troca de posição, porque o mercado estava apostando em outro candidato". Para ele, já há nesta terça-feira uma reação no mercado local de acomodação de expectativas.

Durigan também reafirmou a intenção do governo de buscar o centro da meta fiscal. A medida, segundo ele, será tratada com o Congresso.

No mercado, uma das principais preocupações é justamente a política fiscal do governo Lula, considerada insuficiente para equilibrar as contas públicas e reduzir a dívida.

No exterior, a sessão é até o momento de alta para os rendimentos dos títulos norte-americanos. Às 10h35, o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 1 ponto-base, a 4,995%.


Fonte: Portal do Holanda

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