Trump zomba da popularidade do nome Mohammad, comum entre os muçulmanos
Donald Trump fez piada sobre a popularidade do nome Mohammad durante um comício em Dalton, Geórgia, ao criticar a presidência do Irã.
Durante o discurso, Trump afirmou que, ao chamar alguém de Mohammad, há 65% de chance de acerto, gerando silêncio na plateia.
Defensores dos direitos humanos criticaram a retórica de Trump, que tem se intensificado contra muçulmanos e minorias étnicas durante sua campanha para as eleições de meio de mandato.
Por Steve Holland e Kanishka Singh
DALTON, GEÓRGIA, 16 Out (Reuters) – O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma piada sobre a popularidade do nome Mohammad no mundo muçulmano ao zombar da presidência do Irã durante um discurso de campanha nesta sexta-feira.
“Sabe, se você tiver dúvidas sobre o nome de alguém do Oriente Médio, basta dizer ‘Mohammad’”, disse Trump à multidão em Dalton, na Geórgia. “Você tem cerca de 65% de chance de acertar. ‘Olá, Mohammad.’ Faço isso há anos. Nunca errei.”
Mohammad é um dos nomes masculinos mais comuns entre os muçulmanos, que costumam dar aos filhos o nome do profeta Mohammad, fundador do Islã, conhecido como Maomé no Brasil.
Trump fez o comentário enquanto discutia o Irã durante um comício em um hangar no Aeroporto Municipal de Dalton, na Geórgia, onde fez campanha para candidatos republicanos antes das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.
“O Irã é o único país onde ninguém quer ser presidente”, disse Trump, e então fingiu perguntar a várias pessoas chamadas Mohammad se elas queriam o cargo. Masoud Pezeshkian é presidente do Irã desde 2024.
A plateia da Geórgia reagiu com silêncio à piada.
Defensores dos direitos humanos e grupos de defesa dos muçulmanos têm criticado repetidamente Trump por uma retórica que, segundo eles, demoniza e ridiculariza muçulmanos, imigrantes e minorias étnicas.
Ele intensificou essa retórica durante a campanha para as eleições de meio de mandato, particularmente contra somalis e muçulmanos norte-americanos, incluindo o candidato democrata muçulmano ao Senado dos EUA Abdul El-Sayed e a deputada Ilhan Omar, uma democrata de Minnesota que chegou aos EUA como refugiada somali.
Trump reiterou sua promessa de que o Irã nunca teria uma arma nuclear, sete meses depois que os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra Teerã com o objetivo, em parte, de paralisar seu programa nuclear.
Um relatório anual do Conselho de Relações Islâmico-Americanas, divulgado no início deste ano, atribuiu o aumento da islamofobia nos EUA, em parte, à repressão de Trump à imigração e aos protestos pró-palestinos durante seu segundo mandato.
(Reportagem de Steve Holland em Dalton, Geórgia, e de Kanishka Singh e Jarrett Renshaw em Washington; )
Fonte: Portal do Holanda
