Ucrânia diz que ataques deixaram 51% da capacidade de refino russa fora de operação
A Ucrânia informou que ataques aéreos deixaram 51% da capacidade de refino de petróleo da Rússia fora de operação, afetando sua logística militar.
O presidente Vladimir Putin admitiu que os ataques resultaram em uma perda de aproximadamente 1% do PIB da Rússia, reconhecendo o impacto econômico das ofensivas ucranianas.
A Força Aérea da Ucrânia neutralizou 172 dos 205 drones lançados pela Rússia, enquanto a intensificação dos ataques aéreos russos tem gerado danos significativos em cidades ucranianas.
A Ucrânia afirmou que ataques de longo alcance deixaram fora de operação mais da metade da capacidade de refino de petróleo da Rússia, dificultando a logística de abastecimento das forças de Moscou na guerra que já dura quatro anos e meio.
O Ministério da Defesa ucraniano disse no domingo que ofensivas recentes contra refinarias em cidades como Moscou, Iaroslavl, Ust-Luga, Perm, Saratov e Syzran tiraram de operação 51% da capacidade de refino russa. A alegação não pôde ser verificada de forma independente.
Tanto Moscou quanto Kiev intensificaram ataques aéreos nas últimas semanas, enquanto o avanço ao longo da linha de frente de 1.200 quilômetros tem mostrado pouca mudança.
As forças ucranianas vêm atacando refinarias de Moscou à Sibéria, o que, mais cedo neste ano, teria contribuído para uma crise de combustíveis na Rússia e levado autoridades a restringir as vendas de gasolina.
Autoridades russas não divulgaram dados sobre danos à infraestrutura de petróleo do país. Ainda assim, o presidente Vladimir Putin reconheceu na quinta-feira, em rara admissão, que os ataques causaram uma perda de aproximadamente 1% do Produto Interno Bruto (PIB) da Rússia.
"Eles começaram a atacar refinarias e declararam abertamente o objetivo de prejudicar nossa economia. Eles alcançaram seu objetivo? Parcialmente", disse Putin durante encontro do fórum Valdai Club, que reúne especialistas internacionais em política externa.
O ministro da Defesa da Ucrânia, Yevhenii Khmara, afirmou que analistas dos serviços de inteligência, do Estado-Maior e do próprio ministério avaliaram os efeitos das ofensivas.
"Deixar 51% da capacidade de refino atingida fora de operação é um golpe significativo na economia do inimigo e em sua capacidade de sustentar a agressão e abastecer seus agrupamentos de tropas. Nossos ataques em profundidade continuam a levar a guerra ao território russo", disse.
Do lado ucraniano, um ataque com drones da Rússia matou uma pessoa e feriu outras seis em Kharkiv, segundo o prefeito Ihor Terekhov. Ele afirmou que veículos e um prédio administrativo pegaram fogo e que edifícios residenciais foram danificados.
Em comunicado nesta segunda-feira, o Ministério da Defesa russo disse ter atingido uma subestação elétrica na região de Kharkiv, além de infraestrutura de energia e portos e embarcações usadas pelas forças ucranianas.
A Força Aérea da Ucrânia informou que a Rússia lançou 205 drones durante a madrugada, dos quais 172 foram abatidos ou neutralizados.
A Ucrânia tem encontrado dificuldade para conter a intensificação dos ataques aéreos russos contra cidades, que incluem mísseis balísticos e drones a jato de alta altitude. Kiev tem sido alvo de repetidos alertas de ataque aéreo, interrompidos por explosões de drones e mísseis. Autoridades e analistas dizem que a ofensiva busca aterrorizar civis e enfraquecer a disposição de resistência à invasão russa iniciada em 2022.
O assessor presidencial Serhii "Flash" Beskrestnov disse nas redes sociais que 12 torres automatizadas foram instaladas em Kiev para combater drones Shahed a jato e que a instalação de outras já está prevista. Segundo ele, as torres são metralhadoras controladas por inteligência artificial para derrubar os Shaheds.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que suas forças derrubaram 199 drones ucranianos durante a madrugada sobre regiões russas, além da península ucraniana da Crimeia, anexada ilegalmente, e do Mar Negro. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
Fonte: Portal do Holanda
