Ucrânia e Rússia trocam acusações sobre ataques mortais

Ucrânia e Rússia trocaram acusações sobre ataques letais, com o presidente Volodymyr Zelenskiy afirmando que Moscou ameaça a segurança alimentar global ao atacar Odessa.

Três pessoas morreram e 37 ficaram feridas em Kharkiv, enquanto autoridades de Belgorod relataram cinco mortes e 25 feridos devido a ataques com drones ucranianos.

Zelenskiy destacou que os portos de Odessa são essenciais para as exportações agrícolas da Ucrânia e que a Rússia atacou outras nove regiões no mesmo dia.

9 Ago (Reuters) – Ucrânia e Rússia trocaram acusações sobre ataques letais neste domingo, quando o presidente Volodymyr Zelenskiy afirmou que Moscou estava ameaçando a segurança alimentar global ao atacar o porto marítimo de Odessa.

Três pessoas morreram e 37 ficaram feridas na cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, onde um prédio residencial de vários andares foi atingido, enquanto as autoridades de Belgorod, na Rússia, informaram que cinco pessoas morreram e 25 ficaram feridas em um ataque com drones ucranianos.

Zelenskiy disse que o porto marítimo de Odessa havia sido danificado por um ataque. Autoridades locais afirmaram que dezenas de drones e mísseis atingiram a cidade litorânea do sul, ferindo uma dúzia de pessoas.

“Os russos estão em guerra contra a segurança alimentar mundial”, disse Zelenskiy. Portos marítimos de Odessa são a artéria das vastas exportações agrícolas da Ucrânia. Ele disse que a Rússia também atacou outras nove regiões ucranianas no domingo.

A Rússia vem bombardeando Odessa na tentativa de isolar a Ucrânia do Mar Negro.

“Todos que moram em Odessa sabem que o alvo mais comum é a área ao redor do porto”, disse Ihor, de 67 anos, um morador local cujo apartamento escapou por pouco da destruição.

Enquanto a Ucrânia busca interromper as receitas da Rússia destinadas à guerra, o país atacou petroleiros russos e outros navios de carga no Mar Negro, alegando ter realizado mais três ataques desse tipo neste domingo.

(Reportagem de Max Hunder em Kiev e do escritório da Reuters em Moscou)


Fonte: Portal do Holanda

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