UE usará todos os meios para reduzir déficit comercial com a China, diz Von der Leyen
A União Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, busca reduzir seu déficit comercial com a China, que alcançou 1 bilhão de euros por dia em 2022.
Os líderes da UE solicitaram resultados do diálogo com a China e a criação de instrumentos para proteger os interesses europeus.
Von der Leyen anunciou a formação de uma nova Corporação Europeia de Matérias-Primas Críticas para aumentar as reservas de minerais essenciais.
BRUXELAS, 16 Set (Reuters) – A União Europeia utilizará todos os meios possíveis para reduzir seu déficit comercial “insustentável” com a China, afirmou nesta quarta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Von der Leyen afirmou que o desequilíbrio, com um déficit comercial de bens de 1 bilhão de euros (US$1,15 bilhão) por dia no ano passado, havia atingido um ponto crítico e que a Europa já estava sofrendo o segundo “choque da China” por meio da desindustrialização.
Em junho, os líderes da UE instaram a Comissão Europeia a apresentar resultados do diálogo com a China e a garantir que o bloco disponha de todos os instrumentos necessários para defender seus interesses. O comissário europeu para o Comércio, Maros Sefcovic, que lidera as negociações, afirmou que deseja alcançar resultados tangíveis até outubro.
Von der Leyen afirmou em seu discurso sobre o “estado da União” perante o Parlamento Europeu que é do interesse de ambas as partes trabalharem juntas para encontrar uma solução.
“Deixem-me ser clara: usaremos todas as ferramentas à nossa disposição para reequilibrar nossa relação. Palavras são boas. Mas ações são melhores”, disse ela.
Von der Leyen também destacou a dependência da UE em relação à China no que diz respeito a muitos minerais críticos, notadamente terras raras.
“Precisamos adquirir e aumentar nossas reservas com urgência”, disse ela, acrescentando que a UE criaria uma nova Corporação Europeia de Matérias-Primas Críticas para ajudar o bloco de 27 nações a obter e estocar o que for necessário.
(Reportagem de Philip Blenkinsop)
Fonte: Portal do Holanda
