Universidade Federal Indígena deve alcançar 20 localidades do país, destaca ministro da Educação

Universidade Federal Indígena deve alcançar 20 localidades do país, destaca ministro da Educação

Com sede em Brasília, instituição terá modelo multicampi e previsão de expansão para diferentes regiões. No “Bom Dia, Ministro”, Leonardo Barchini também destacou que 91% dos municípios brasileiros já têm políticas de educação em tempo integral

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou, no programa “Bom Dia, Ministro” desta quarta-feira (4/11), a implantação da Universidade Federal Indígena, que terá sede em Brasília (DF) e previsão de expansão para 20 localidades em diferentes regiões do país. A instituição, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), será organizada no modelo multicampi, com o objetivo de ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior.

Segundo Barchini, o projeto de lei que prevê a criação da universidade já foi aprovado, e o MEC adquiriu o imóvel que abrigará a sede em Brasília.

A criação da Universidade Federal Indígena é um marco histórico. A nossa ideia é fazer os primeiros vestibulares, os primeiros acessos via Enem, em Brasília, depois expandir por todo o Brasil. Todos os estudantes de comunidades indígenas serão atendidos por bolsas de permanência”, explicou o ministro

A criação da Universidade Federal Indígena é um marco histórico. A nossa ideia é fazer os primeiros vestibulares, os primeiros acessos via Enem, em Brasília, depois expandir por todo o Brasil. Todos os estudantes de comunidades indígenas serão atendidos por bolsas de permanência”, explicou o ministro

Ele lembrou ainda que, nos últimos quatro anos, o número de bolsas de permanência para estudantes indígenas nas universidades federais dobrou. O objetivo do Governo Federal é atender toda a população indígena interessada em realizar um curso superior e continuar os estudos.

Escola em tempo integral

Outro destaque da entrevista foi a expansão das políticas de educação em tempo integral. De acordo com o ministro, o percentual de municípios brasileiros com iniciativas voltadas à ampliação dessa modalidade passou de 17%, em 2023, para 91% atualmente. A meta do MEC é chegar a 100%.

Barchini explicou que o ministério oferece assistência técnica às redes de ensino e apoio para que os municípios utilizem os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) na ampliação das matrículas em tempo integral. Cada município tem autonomia para definir o modelo de escola de acordo com sua realidade.

A gente precisa desenhar essa escola, uma nova escola brasileira. Pela manhã, são as atividades de matemática, história, química e física. À Tarde, ensino técnico integrado, no caso do ensino médio, e cultura, esporte, cidadania, direitos humanos e meio ambiente”, pontuou o ministro

A gente precisa desenhar essa escola, uma nova escola brasileira. Pela manhã, são as atividades de matemática, história, química e física. À Tarde, ensino técnico integrado, no caso do ensino médio, e cultura, esporte, cidadania, direitos humanos e meio ambiente”, pontuou o ministro

Barchini defendeu que a ampliação do tempo integral seja acompanhada de uma proposta pedagógica que combine a formação acadêmica com atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho. O objetivo é oferecer uma formação mais ampla aos estudantes da educação básica.

O Programa Escola em Tempo Integral fomenta a criação de matrículas em tempo integral, ou seja, igual ou superior a 7 horas diárias ou 35 horas semanais. A medida prioriza escolas que atendem estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

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