Vale vê metais básicos superando 40% do Ebitda nos próximos anos com avanço do cobre, diz CEO

Vale vê metais básicos superando 40% do Ebitda nos próximos anos com avanço do cobre, diz CEO

A Vale projeta que sua subsidiária de metais básicos poderá representar mais de 40% do Ebitda nos próximos anos, superando os atuais 30%.

O CEO Gustavo Pimenta anunciou que a produção de cobre da empresa deve aumentar para cerca de 700 mil toneladas até 2035, em comparação com 380 mil em 2025.

Pimenta afirmou que a Vale mantém uma visão equilibrada para o mercado de minério de ferro, mesmo com a entrada do projeto Simandou, na Guiné.

15 Out (Reuters) – A subsidiária da Vale de metais básicos poderá responder por mais de 40% do Ebitda da mineradora nos próximos anos, ante cerca de 30% atualmente, afirmou o presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, nesta quinta-feira, ao falar sobre potencial de crescimento dos negócios de cobre da empresa.

Em entrevista concedida a uma conferência em Londres, Pimenta reiterou que a empresa prevê elevar sua produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas até 2035, contra mais de 380 mil toneladas em 2025.

"Continuaremos sendo grandes no minério de ferro; somos o maior produtor mundial e continuaremos sendo… Mas, certamente, a nossa história no cobre crescerá substancialmente nos próximos anos", afirmou Pimenta, em entrevista durante o evento FT Metals & Mining Summit.

O executivo disse que esse crescimento contará com "uma intensidade de capital muito baixa", por já contar com ativos com grande potencial em Carajás, no Pará.

"Em média, um projeto desenvolvido pela Vale exige metade da intensidade de capital de um projeto 'greenfield' típico, porque já contamos com ferrovias, portos e toda a infraestrutura necessária no Brasil."

Questionado sobre um possível IPO da unidade de metais básicos, Pimenta reiterou que a operação "não é iminente" e que uma eventual abertura de capital poderia ser, no futuro, um caminho para acessar os mercados de capitais para financiar, de forma competitiva, algumas dessas oportunidades de crescimento, mas não seria um objetivo em si.

Sobre o principal negócio da companhia, o executivo afirmou que a Vale continua vendo um mercado equilibrado de minério de ferro, mesmo com a entrada em operação de Simandou, na Guiné, um dos maiores projetos da commodity em desenvolvimento no mundo.

Segundo ele, a indústria enfrenta uma depleção anual de 60 milhões a 80 milhões de toneladas de capacidade produtiva, o que deve ser parcialmente compensado pela nova oferta.

Pimenta também afirmou que a demanda chinesa permanece sólida, apesar da desaceleração do setor imobiliário, apontando para o crescimento da manufatura no país. Destacou ainda uma expansão da produção de aço em mercados como Vietnã e Índia.

"Nossa visão é que, no médio e longo prazo, mesmo com a entrada de Simandou, o mercado continuará equilibrado", afirmou.

O executivo acrescentou que a Vale se beneficia da qualidade de seu minério, que possui baixo teor de alumina, característica que considera cada vez mais importante à medida que novos volumes de minério no mercado apresentam níveis mais elevados desse componente.

(Reportagem de Marta Nogueira, no Rio de Janeiro; edição de Letícia Fucuchima)


Fonte: Portal do Holanda

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