Zelensky acusa Rússia de usar mísseis norte-coreanos em ataque e cobra mais defesa aérea

Volodymyr Zelensky acusou a Rússia de usar mísseis KN-23, fornecidos pela Coreia do Norte, em um ataque noturno a uma instalação de energia.

O presidente ucraniano solicitou apoio dos Estados Unidos para aumentar a defesa aérea, destacando a escassez de interceptadores no país.

Zelensky anunciou a preparação de rotas alternativas em Kiev e planos de restauração do setor de energia, além de reuniões no G7 para novos apoios.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de empregar armas fornecidas pela Coreia do Norte em um ataque noturno com mísseis balísticos e afirmou que a constatação reforça a necessidade de endurecer sanções internacionais contra Moscou e seus aliados.

Zelensky afirmou ainda que avaliações técnicas estavam em andamento nos locais atingidos e que, de acordo com achados preliminares, os russos teriam usado mísseis KN-23 "fabricados e fornecidos pela Coreia do Norte" contra uma instalação de energia. Ele classificou o episódio como prova adicional de que as sanções devem ser fortalecidas contra países e atores que fornecem apoio para ataques.

Segundo Zelensky, a Rússia lançou 36 mísseis, dos quais apenas quatro teriam sido abatidos. Ele disse que o país enfrenta escassez de interceptadores e cobrou ajuda dos Estados Unidos, que, segundo ele, estariam na melhor posição para destravar o fornecimento e acelerar entregas para proteger a população e a infraestrutura.

O presidente ucraniano também acusou o Kremlin de usar a diplomacia como instrumento de agressão. Para ele, ao intensificar ataques neste momento, Moscou tentaria preparar o terreno para pressionar a posição de Kiev e a de seus parceiros antes das negociações trilaterais entre Kiev, Moscou e Washington.

No campo interno, Zelensky disse ter determinado a preparação de rotas alternativas e reforço do transporte em Kiev, além de acompanhar planos de restauração do setor de energia e medidas de guerra eletrônica. Ele também mencionou preparativos para reuniões no G7 e expectativa de novos aportes europeus e pacotes de apoio energético e logístico ao país.

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Fonte: Portal do Holanda

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