Caravana de hondurenhos entra no México com esperança de chegar aos EUA após vitória democrata
Centenas de migrantes hondurenhos cruzaram a fronteira sul do México em direção aos Estados Unidos, buscando mudanças na política migratória após a vitória democrata.
Josué Rodríguez, deportado há três meses, busca reencontrar suas filhas cidadãs americanas, acreditando que a nova administração ajudará imigrantes.
Desde o início do governo de Claudia Sheinbaum, 20 grupos tentaram partir do México para os EUA, mas foram dispersados pelas autoridades locais.
Centenas de migrantes procedentes de Honduras atravessaram a fronteira sul do México na sexta-feira, 7, com o objetivo de chegar aos Estados Unidos. O grupo, o terceiro de centro-americanos a entrar no território mexicano em menos de dois meses, acredita que a recente vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato americanas possa abrir caminho para mudanças na política migratória do governo de Donald Trump.
Os migrantes cruzaram a Ponte Internacional Rodolfo Robles, em direção ao município de Suchiate, no Estado de Chiapas, sem serem impedidos por autoridades migratórias ou policiais.
Entre eles estava Josué Rodríguez, de 24 anos, deportado dos Estados Unidos há três meses. Ele viveu por sete anos na Carolina do Norte, onde trabalhava com reforma de casas, até ser detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês). Segundo Rodríguez, a ordem que motivou sua detenção era falsa.
Agora, ele pretende retornar ao país para reencontrar a família, especialmente as duas filhas, de 4 anos e 1 ano, ambas cidadãs americanas. "Donald Trump está perdendo, e os democratas vão nos ajudar, a nós, imigrantes", afirmou.
A chegada dos grupos marca a retomada de fluxos migratórios em massa vindos da América Central, que não eram registrados desde meados de 2024, antes da eleição de Trump para um segundo mandato.
Em setembro e outubro, outros dois grupos, também originários de Honduras, partiram de San Pedro Sula e percorreram a costa de Chiapas na tentativa de avançar em direção ao norte. Semanas depois, foram dispersados pelas autoridades migratórias mexicanas. Na ocasião, receberam documentos que permitiam a circulação pelo México, mas tiveram de continuar a viagem individualmente, em vez de seguir em caravanas.
A organização ativista Pueblo Sin Fronteras levantou recentemente a possibilidade de que a formação dessas caravanas tenha alguma motivação política, uma vez que os deslocamentos coincidem com o período eleitoral nos Estados Unidos.
Desde o início do governo da presidente mexicana Claudia Sheinbaum, cerca de 20 grupos tentaram partir da fronteira sul do México em direção aos Estados Unidos. Nenhum conseguiu avançar e todos foram dispersados pelas autoridades mexicanas ainda nos Estados de Chiapas e Oaxaca.
*Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado pela equipe editorial do Estadão. Saiba mais em nossa Política de IA.
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Fonte: Portal do Holanda
