Conab registra queda do custo da cesta básica em 25 capitais no mês de agosto

Conab registra queda do custo da cesta básica em 25 capitais no mês de agosto

Café e tomate recuam em mais de 80% das capitais, como mostra pesquisa realizada pela Conab e pelo Dieese

O preço do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 25 das 27 capitais no mês de agosto. Entre os itens analisados, café em pó e tomate apresentaram redução em mais de 80% das capitais, como mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Divulgado nesta quinta-feira (10), o levantamento elaborado em parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) também aponta queda dos valores da batata no Centro-Sul e do feijão-carioca em 19 das 22 capitais em que a variedade do grão é considerada na composição da cesta.

No comparativo mensal, o café apresentou variação entre queda de 5,98% no Rio de Janeiro e aumento de 1,55% em João Pessoa. Apesar da retração na oferta, influenciada pela proximidade do término da colheita, início das exportações e regime de chuvas, a redução da demanda no varejo levou aos percentuais de decréscimo verificados nas cotações do último mês em 23 capitais. Para o tomate, que ficou mais barato em 22 cidades analisadas, as maiores reduções foram apuradas em Campo Grande (-27,09%), Manaus (-26,99%), Rio Branco (-25,93%), Salvador (-23,05%) e Aracaju (-20,20%).

Integrante da cesta básica nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a batata registrou variações negativas superiores a 14% nos 11 estados analisados. O aumento da oferta da safra de inverno elevou a oferta do tubérculo, com oscilação entre quedas de 34,18% em Brasília e de 14,65% em São Paulo. Outro item com diminuição no valor do quilograma, o feijão, somando as variedades carioca e preto, teve variação negativa em 20 municípios. Para o grão preto, em período de entressafra, os valores cresceram em quatro das cinco capitais em que é avaliado. Já para o carioca, o avanço da colheita da terceira safra contribui para o decréscimo de até 15,47% em Goiânia.

Considerando os subtipos cristal e refinado, o quilograma do açúcar teve diminuição percentual em 16 capitais. Para o cristal, os preços variaram entre queda de 5,64% em Manaus e elevação de 11,14% em São Luís. Já para o refinado, queda nas cinco capitais onde o produto é pesquisado, com as maiores reduções em São Paulo (-3,99%) e Florianópolis (-3,24%).

A pesquisa identificou aumento nos valores de varejo do arroz agulhinha e do leite integral em 23 capitais. A baixa disponibilidade do cereal, a necessidade de recomposição dos estoques industriais e as intercorrências logísticas ocasionadas pelas chuvas interferiram no preço, que registrou crescimento superior a 5% em Porto Alegre (6,43%), Brasília (6,29%), Vitória (5,54%) e Curitiba (5,28%). Para o leite, as cotações também cresceram em patamares superiores a 7% em João Pessoa (7,08%), Campo Grande (7,42%) e Teresina (7,66%).

Também mais caros em 18 capitais, os valores de comercialização do pão francês e do óleo de soja registraram percentuais de crescimento com variações superiores a 2%. Com a alta do preço do trigo e da farinha, o quilograma do pão apresentou maiores aumentos em Florianópolis (2,68%), Curitiba (2,59%) e Porto Velho (2,55%). O litro do derivado da soja, por sua vez, teve maiores incrementos em Manaus (2,33%), Curitiba (1,96%) e Natal (1,89%). De acordo com a pesquisa, a demanda global justifica o cenário, além dos possíveis efeitos climáticos do El Niño sobre a safra 2026/2027.

Em sequência, a carne bovina de primeira e a banana tiveram aumento em 16 capitais. O quilograma da proteína oscilou entre queda de 3,57% em Aracaju e elevação de 4,81% em Campo Grande. Já para a fruta, a menor cotação foi apurada em Natal (-7,13%) e a maior, em Campo Grande (9,03%). A análise também acompanhou os preços da manteiga e das farinhas de trigo e de mandioca, conforme capitais em que são consideradas na composição das cestas básicas.

Acumulado – Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, o percentual acumulado da cesta básica cresceu em todas as capitais, com elevação mínima em Brasília (+2,82%) e máxima em Porto Velho (+12,29%). No comparativo dos últimos 12 meses, o crescimento foi em 25 capitais, variando entre a redução de 0,64% em Brasília e o aumento de 7,51% em Goiânia. Em agosto, o valor mais caro da cesta básica foi apurado em São Paulo (R$ 900,59), capital que também registrou crescimento acumulado superior a 5% em 2026 e no comparativo dos últimos 12 meses. Essa faixa percentual se manteve no valor do conjunto dos alimentos básicos do último mês em Cuiabá (R$ 851,57) e no Rio de Janeiro (R$ 851,19), municípios que ocupam a sequência decrescente do valor mensal da cesta. No panorama geral, a pesquisa mostra que, embora a maioria das capitais tenha apresentado decréscimos mensais, os patamares acumulados ainda apontam para a tendência ascendente no custo da alimentação.

Parceria Conab e Dieese – Desde 2024, a Conab e o Dieese realizam em parceria o acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, a fim de contribuir com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e com a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Por meio da pesquisa, a coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, com resultados que passaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais estão disponíveis na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos , divulgada no site da Conab e no portal do Dieese.


Fonte: Agência Gov / Governo Federal

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