Governo de Portugal busca apoio da oposição para venda do restante da TAP, diz ministro

Governo de Portugal busca apoio da oposição para venda do restante da TAP, diz ministro

O governo de Portugal busca apoio da oposição para vender sua participação de 50,1% na TAP à Lufthansa por 1,351 bilhão de euros.

A proposta da Lufthansa inclui 1,2 bilhão de euros por até 49,9% da TAP e 863 milhões de euros pelas ações restantes.

O ministro Joaquim Miranda Sarmento destacou que a privatização beneficiará a TAP e a economia portuguesa, com potencial de crescimento até 2028.

LISBOA, 15 Out (Reuters) – O governo de Portugal está buscando o apoio da oposição para vender a participação remanescente de 50,1% do Estado na companhia aérea TAP à Lufthansa por 1,351 bilhão de euros (US$1,52 bilhão), disse o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento.

Na quarta-feira, o governo escolheu a oferta da Lufthansa de 1,2 bilhão de euros por até 49,9% da TAP que, somada à proposta pelas ações restantes de 863 milhões de euros em dinheiro e uma participação de 5% no Grupo Lufthansa, completaria a privatização da TAP.

Sarmento disse à emissora estatal RTP na noite de quarta-feira que a proposta da companhia aérea alemã, que conta com o apoio do governo minoritário de centro-direita de Portugal, beneficiaria tanto a companhia aérea portuguesa quanto a economia do país.

De acordo com uma apresentação do governo, a segunda fase da privatização da TAP proposta pela Lufthansa, que avalia a participação de 5% em 488 milhões de euros, poderia ocorrer até meados de 2028.

O governo, que precisou garantir o apoio da oposição no Parlamento para o acordo desta semana com a Lufthansa, precisará desse apoio novamente para a segunda fase da privatização, disse Sarmento.

“Vamos avaliar a segunda fase, mas esta é uma oportunidade extraordinária tanto para a empresa quanto para o país, que Portugal não pode se dar ao luxo de perder”, disse ele.

O Partido Socialista, da oposição, afirmou que é prematuro o governo falar em uma privatização total da TAP, enquanto o partido de extrema direita Chega declarou que analisaria primeiro os termos de qualquer venda na segunda fase.

O ministro afirmou que a participação de 5% tornaria Portugal o segundo maior acionista do Grupo Lufthansa e que os planos de crescimento da Lufthansa para a TAP trariam “muito mais funcionários, muito mais atividade, receitas muito maiores” e “benefícios muito maiores” para a economia portuguesa.

O acordo, disse ele, “afetaria diretamente o investimento, o emprego, a produtividade e o crescimento econômico”.

(Reportagem de Sergio Gonçalves)


Fonte: Portal do Holanda

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