Hackers roubam US$6,3 bi da Binance no maior roubo de criptomoedas do mundo

Hackers roubam US$6,3 bi da Binance no maior roubo de criptomoedas do mundo

Hackers roubaram US$6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, em um ataque atribuído à Coreia do Norte.

A Binance suspendeu os saques e afirmou que cobrirá as perdas, com US$3 bilhões já localizados e congelados.

Os preços das criptomoedas caíram, com o Bitcoin atingindo US$76.368 e o ether caindo para US$2.178, refletindo a crise de confiança no setor.

30 Out (Reuters) – Hackers roubaram US$6,3 bilhões da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo, em um roubo recorde que analistas atribuíram à Coreia do Norte e que, segundo eles, poderia abalar a confiança nos ativos digitais.

Os preços das criptomoedas caíram com a notícia, enquanto a Binance suspendeu os saques e afirmou que arcaria com as perdas. Cerca de metade dos ativos roubados foi rapidamente congelada por emissores de stablecoins, como Tether, Circle e a World Liberty Financial, apoiada por Trump.

A maior parte do roubo ocorreu em cerca de 20 minutos, a partir do final da quinta-feira, e apresentou semelhanças com grandes ataques anteriores atribuídos à Coreia do Norte, de acordo com as empresas americanas de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis.

A TRM afirmou que os invasores conseguiram fazer com que as carteiras utilizadas pela Binance fossem esvaziadas em carteiras controladas pelos hackers, repetindo um roubo ocorrido em 2025 na corretora de criptomoedas Bybit, que o FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA) havia atribuído a Pyongyang.

“A TRM atribui o ataque à… unidade de hackers de elite da Coreia do Norte”, afirmou a empresa em uma análise do ataque publicada em seu site. Tanto a TRM quanto a Chainalysis se mostraram altamente confiantes de que a Coreia do Norte foi a responsável.

'MAIOR ATAQUE DA HISTÓRIA'

A Coreia do Norte vem, há anos, utilizando unidades cibernéticas ligadas ao Estado para espionagem, roubo financeiro e geração de receita, de acordo com autoridades dos EUA e da Coreia do Sul, bem como especialistas em segurança cibernética.

A Coreia do Norte nega rotineiramente essas acusações. Sua missão em Genebra e sua embaixada na China não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.


Fonte: Portal do Holanda

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