Índice da Cielo mostra queda de 2% nas vendas reais no varejo em agosto

As vendas no varejo brasileiro caíram 2% em agosto em relação ao ano anterior, segundo o Índice Cielo de Varejo Ampliado.

O desempenho de agosto foi o mais fraco desde 2020, com queda de 1,4% em julho e 1,5% no mesmo mês de 2022.

Todos os três macrossetores analisados apresentaram declínio real, com bens duráveis e semiduráveis caindo 4,6% e serviços 3,7%.

SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) – As vendas no varejo brasileiro encolheram 2% em agosto ante o mesmo período do ano passado, descontada a inflação, de acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), divulgado nesta sexta-feira pela empresa de pagamentos controlada por Banco do Brasil e Bradesco.

De acordo com a Cielo, foi o desempenho mais fraco para o mês desde 2020, período fortemente afetado pela pandemia de Covid. Em julho, o índice apurou queda de 1,4%. Um ano antes, apurou declínio de 1,5%.

Em termos nominais, as vendas registraram elevação de 2,1% em agosto em relação ao mesmo mês de 2025, com alta de 5,1% no comércio eletrônico e expansão de 1,2% nas lojas físicas.

“Agosto reforça um cenário em que o consumidor não necessariamente deixa de comprar, mas escolhe com mais cuidado onde, como e com o que gastar", afirmou o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, em comunicado sobre os dados.

"De um lado, vemos uma retração real mais intensa do varejo. De outro, o e-commerce continua apresentando um ritmo nominal superior ao das lojas físicas. É um consumidor mais seletivo, em um ambiente no qual preço, conveniência e prioridade ganham cada vez mais peso na decisão de compra.”

Houve declínio real nos três macrossetores acompanhados pelo ICVA, com bens duráveis e semiduráveis mostrando queda de 4,6% em agosto, enquanto o de serviços apurou retração de 3,7% e o de bens não duráveis registrou decréscimo de 0,4%. Em termos nominais, houve recuo de 1,6%, alta de 4,4% e avanço de 2,6%, respectivamente.

Por região, considerando o desempenho deflacionado, o Centro-Oeste apurou uma queda de 3,7%, o Sudeste registrou declínio de 2,9%, o Nordeste marcou baixa de 1,9%, o Sul mostrou retração de 1,1% e o Norte revelou estabilidade.

(Por Paula Arend Laier; edição de Isabel Versiani)


Fonte: Portal do Holanda

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