Papa Leão 14 tenta manter neutralidade enquanto rivais do basquete chegam ao Vaticano

Papa Leão 14 tenta manter neutralidade enquanto rivais do basquete chegam ao Vaticano

O papa Leão 14 recebeu as equipes de basquete de Villanova e Notre Dame no Vaticano, reunindo cerca de 7.000 torcedores e convidados.

O papa, ex-aluno de Villanova, destacou a importância da neutralidade e afirmou que rivais não são inimigos, promovendo o espírito esportivo.

As equipes masculina e feminina de Villanova e Notre Dame se enfrentarão no domingo no Palazzo dello Sport, em Roma, dando início à temporada de basquete universitário dos EUA.

CIDADE DO VATICANO, 31 Out (Reuters) – Os papas já receberam chefes de Estado, membros da realeza e peregrinos em grupos numerosos na Sala de Audiências Paulo VI, no Vaticano. Neste sábado, o papa Leão 14 recebeu seu antigo time de basquete da faculdade e, em uma demonstração de espírito esportivo que teve seus limites, seus adversários.

Leão 14, o primeiro papa norte-americano, cumprimentou as equipes masculina e feminina de sua antiga universidade, Villanova, onde se formou em 1977, e de sua rival, Notre Dame, diante de cerca de 7.000 jogadores, convidados e torcedores.

Villanova, sede dos Wildcats, fica na Pensilvânia, enquanto Notre Dame, cujas equipes são conhecidas como Fighting Irish, fica em Indiana, mas conta com forte apoio na região de Chicago onde o papa, nascido Robert Prevost, foi criado.

“Crescendo na zona sul de Chicago, muitas vezes ouvíamos: ‘Vai, Irish!’. Mas, como todos sabem, Prevost se formou em Villanova”, disse o papa.

“Portanto, o papa não toma partido. Prevost tem outra opinião, mas não vamos entrar nesse assunto agora”, acrescentou ele, sob aplausos e risadas da plateia.

As duas universidades católicas vão decidir a disputa na quadra no domingo, quando equipes masculina e feminina se enfrentarão no Palazzo dello Sport, em Roma, no Eternal City Tip-Off, que abre a temporada de basquete universitário dos EUA.

Assumindo um tom mais sério, Leão 14 reconheceu o desejo natural de torcer, muitas vezes apaixonadamente, pelo próprio time, mas lembrou à plateia que times rivais “certamente não são inimigos”.

Para a Notre Dame, o desafio no domingo é óbvio: derrotar uma equipe cujo ex-aluno mais famoso tem linha direta com o céu. Já a Villanova, por sua vez, pode ter encontrado o melhor “sexto homem” de todos os tempos.

(Por Gavin Jones e Yesim Dikmen)


Fonte: Portal do Holanda

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